IA e o Futuro do Trabalho: Como se preparar para seguir relevante

Publicado em 28 de agosto, 2025
AI Agents and Assistants. Man using a laptop with futuristic software for generating images and managing content to achieve their goals, uses AI to work on data collection, analysis, and decision.

Por Raniery Pimenta
Cristão, Pai, Educador e eterno aprendiz. Diretor Regional do Senac RN

Se você está procurando um novo emprego, tentando se recolocar depois de uma pausa, começando agora no mercado ou repensando a carreira… esse texto é pra você.

Você já deve ter ouvido que a Inteligência Artificial vai “mudar tudo”. Mas e se ela já estiver mudando e você ainda não percebeu?

O impacto da IA não é mais uma previsão. Ele já está no currículo que você atualiza, na entrevista que você vai fazer, no curso que está cogitando, e até na forma como você é avaliado por sistemas automatizados. E talvez o maior risco hoje não seja ficar desempregado, mas ficar irrelevante.

Não se trata só de aprender tecnologia, é sobre ser parte da transformação

Segundo o Fórum Econômico Mundial, até 2030 o volume de tarefas estará quase que igualmente dividido entre três frentes: Tarefas feitas por humanos (33%), Tarefas feitas por máquinas e algoritmos (33%) e Tarefas feitas em parceria entre humanos + tecnologia (34%).

Esse dado muda o jogo: a colaboração entre pessoas e tecnologia vai se tornar a principal força produtiva no mundo do trabalho. E isso exige de nós uma postura ativa diante das mudanças, não só técnica, mas relacional e estratégica.

Aprender a perguntar será mais importante do que ter todas as respostas

Se a IA é capaz de oferecer respostas rápidas, precisas (e às vezes até criativas), nosso papel como profissionais será saber fazer as perguntas certas. Aqui entra o pensamento crítico, uma competência-chave para quem deseja se manter empregável em um mundo onde algoritmos estão por toda parte. E é nessa habilidade, de julgar, avaliar, ponderar, que mora boa parte do nosso diferencial humano.

Diversidade geracional é vantagem competitiva (quando bem gerida)

Pela primeira vez na história, temos até cinco gerações (Dos Baby Boomers à Geração Alpha) convivendo no mesmo ambiente profissional. Longe de ser um problema, isso pode ser uma enorme vantagem. A chave está na troca, no respeito e no conhecimento mútuo.

A chamada mentoria reversa já é uma realidade em muitas empresas. Nela os que são “Jovens há menos tempo” no mercado ensinam sobre IA, redes sociais, agilidade digital enquanto os que são “Jovens há mais tempo” compartilham contexto, experiência e capacidade de fazer as perguntas certas.

Quando líderes estimulam escuta ativa, empatia e inovação em equipe, o resultado é uma gestão mais eficaz, que une passado, presente e futuro numa mesma sala.

Você não está sozinho, mas o movimento precisa partir de você

Lembro de uma mulher de pouso mais de 50 anos que me perguntou após uma palestra: “Será que ainda dá tempo pra mim?” Respondi com aquilo que acredito:
O futuro não exige idade. Exige atitude.”

Estamos todos aprendendo. A diferença está em quem aceita o convite para se transformar. Quem quiser fazer parte do futuro, precisa construí-lo.

Então entenda que o futuro do trabalho não é um destino. É um caminho em construção e permita-se aceitar meu conselho:

Se você está recomeçando, comece com coragem.
Se você está mudando, mude com propósito.
E se você ainda está em dúvida… mova-se mesmo assim.
Porque quem quiser fazer parte do futuro, construa-o.


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