Equidade na Prática: A Voz dos Jovens Transforma o Corredor

Publicado em 18 de março, 2026

Paula Serafini  |  Coordenadora de Carreiras e Empregabilidade

Duas turmas do curso de Aprendizagem do Senac RN, unidade Zona Norte, viveram na tarde de ontem (17), uma experiência pedagógica que vai além do currículo formal: um encontro sobre equidade no mercado de trabalho, mediado pela coordenadora de Carreiras e Empregabilidade Paula Serafini, com o apoio de uma equipe de facilitadoras comprometidas com o desenvolvimento integral desses jovens. 

O evento, intitulado “Equidade na Prática: A Sua Voz no Corredor”, reuniu dezenas de estudantes que participaram ativamente de dinâmicas, discussões em grupo e de um Laboratório de Carreiras digital — tudo isso antes de entrarem formalmente no mercado de trabalho. 

Mais de 40 jovens aprendizes participaram do evento e deixaram suas vozes registradas no Padlet colaborativo em tempo real.

Uma tarde de diálogos reais sobre comportamentos, sonhos e barreiras.

A proposta metodológica foi cuidadosamente estruturada para provocar reflexão sem constrangimento. Paula Serafini conduziu a turma com escuta ativa, dados concretos e dinâmicas que colocaram cada jovem no centro da conversa. Temas como desigualdade salarial de gênero, silenciamento em reuniões, diversidade nos processos seletivos e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 4, 5 e 8) foram abordados de forma lúdica e participativa. 

Através de um Padlet interativo batizado de “Laboratório de Carreiras | Voz do Aluno”, os estudantes responderam em tempo real a perguntas como: “Quais são as suas maiores dificuldades para entrar no mercado de trabalho?”, “Nossos Sonhos” e “O que são Pontes de Equidade?”. As respostas revelaram uma turma rica em diversidade de perspectivas e surpreendentemente honesta. 

O que os alunos disseram: uma análise das vozes do Padlet 

Na coluna “Nossos Sonhos”, os jovens revelaram aspirações ao mesmo tempo concretas e emocionantes. Estabilidade financeira liderou as respostas, mas ao lado dela surgiram sonhos profissionais específicos: ser massoterapeuta, se profissionalizar na música, abrir um estúdio de lash design, cursar biomedicina, direito e psicologia, além de sonhos humanos e relacionais: ajudar os pais, construir família, dar orgulho a quem se ama. 

Bubbly Boar  Se profissionalizar no mercado de trabalho, trabalhar não por obrigação mas por gostar do que faço. E dar orgulho para quem eu amo. 
Julya Beatryz  Fazer faculdade de direito e de médica veterinária, comprar meu carro, comprar minha casa, realizar o sonho da minha mãe. 
Trustworthy Peacock  Abrir meu studio, atuar na área como lash design, ter uma estabilidade financeira boa. 
Alicia Sthefany  O meu sonho agora é entrar na faculdade de psicologia. Após exercer nessa área. 

  

Na coluna “O Que Nos Para?”, as respostas trouxeram uma maturidade impressionante para jovens em início de trajetória. A grande maioria apontou barreiras internas como procrastinação, medo, ansiedade, a própria mentalidade limitante, ao lado de barreiras estruturais como falta de oportunidade e dificuldades financeiras.  

“Somos nós mesmos que impomos limites para aquilo que queremos. Às vezes desistimos antes mesmo de tentar, seja por medo, insegurança, ou comentários negativos.”  — Bubbly Boar.

Na coluna “Pontes de Equidade”, os jovens responderam com palavras-chave que revelam o que compreendem como base de um ambiente de trabalho justo: empatia foi a resposta mais frequente, seguida de respeitocomunicaçãoresponsabilidade e acessibilidade. Um aluno foi além: 

“Mesmo com problemas que parecem impossíveis de ser solucionados, ainda há esperança de prever mudanças. 100% fé inabalável.”  — Nervous Jackrabbit.

Na coluna “Nossa Voz no Corredor”, os estudantes refletiram sobre como se posicionam nas relações interpessoais profissionais. As respostas foram reveladoramente centradas em escuta: “Falar e saber escutar”“Precisamos estar abertos a ouvir antes de falar”“Saber ouvir” — demonstrando que esses jovens compreendem que equidade começa pela escuta ativa. 

Na seção de “Trabalho em Equipe”, as respostas mostraram realismo e maturidade. Enquanto alguns descreveram o trabalho coletivo como “complicado”, “cansativo” ou “complexo”, outros reconheceram seu valor transformador: 

“Ensina a conviver com os outros, a ter empatia e companheirismo.”  — Jairo 

“Cansativo, porém, fortificador.”  — Respectful Jackrabbit 

Uma equipe que fez a diferença 

O evento não teria acontecido sem o olhar cuidadoso e a iniciativa da gerente da Unidade Zona Norte, Maria Fernanda Ledebour, que compreende que formação profissional de qualidade vai muito além das competências técnicas. Seu investimento em criar espaços de desenvolvimento comportamental e humano para esses jovens reflete uma visão de educação que prepara não apenas para o emprego, mas para a vida. 

A coordenadora Luciana Câmara garantiu a estrutura e o suporte pedagógico necessários para que o momento acontecesse com qualidade. Seu papel de articulação entre equipe e proposta educativa foi fundamental para o sucesso do encontro. 

A psicóloga Bárbara Santos, com sua escuta especializada e sensibilidade, contribuiu para que o ambiente fosse seguro o suficiente para que os jovens se expressassem com autenticidade — fator essencial em dinâmicas que tocam em temas como autoconfiança, medo e barreiras pessoais. 

As professoras Thalissa Vitória Kelly De Lima conhecem profundamente seus alunos e souberam preparar o terreno para que a semente plantada nessa tarde germinasse. Sua parceria com a proposta da Coordenação de Carreiras é um exemplo de como a integração entre facilitadores e a equipe pedagógica potencializa o aprendizado. 

À toda essa equipe: muito obrigada por cuidarem do futuro com tanto compromisso e carinho. O que fica? uma turma mais preparada e mais consciente.

O que o Padlet registrou vai além de palavras numa tela. É o retrato de jovens que, muitos pela primeira vez, foram convidados a pensar sobre o mercado de trabalho não apenas como consumidores de vagas, mas como agentes de transformação cultural. Que entenderam que equidade não é pauta de um grupo, é responsabilidade de todos. Que aprenderam que a voz deles importa, e que o corredor da empresa começa a ser construído muito antes da primeira contratação. 

Esses jovens saem daqui com algo que nenhum currículo pode listar, mas que todo recrutador de qualidade reconhece: consciência de si, empatia pelo outro e vontade de construir algo melhor. 

“Trabalhar não por obrigação, mas por gostar do que faço.”  — Bubbly Boar — Nossos Sonhos 

Que este seja o primeiro de muitos corredores mais justos que vocês vão construir. O bilhete do futuro já foi escrito. Agora é hora de vivê-lo. 💜 


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